BLOG DO SANTO ANDRÉ FUTEBOL CLUBE

De 18/09/1967 até 22 de março de 1975 foi o nome do Esporte Clube Santo André

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

1972 - Formiga, Murias, Djalma Duarte e Pitico: Base de Santos forma o Santo André

O Santo André FC sempre teve em suas fileiras até pela proximidade, nomes consagrados ou não da baixada santista. O primeiro técnico, em 1967 foi Manga, ex-goleiro do Santos, que trazia vários atletas da baixada.

Em 1972 o técnico convidado para comandar o time Andreense foi Chico Formiga. Formiga formou a base do time santista campeão Paulista de 1955. Posteriormente foi negociado com o Palmeiras, na maior transação do futebol brasileiro na época.

Juntamente com o técnico vieram o lateral Murias, o meia Djalma Duarte e o volante Pitico. Murias foi formado na Vila Belmiro mas nunca teve um papel destacado no time Santista. Sua passagem sem brilho pelo Santo André foi marcada por uma frase infeliz, logo na sua chegada. Ao ser perguntado pela revista Placar se ele acreditava que o Santo André, um dia, será um time importante, o jogador declarou:

"- Eu não. Só vim aqui para poder jogar. No santos, quase cheguei a ser titular. Aí o Rildo resolveu renovar pela metade do que tinha pedido e eu tive que cair fora."

Frase infeliz típica de jogador sem a menor noção do seu papel dentro de um elenco. O time na época de sua chegada era dirigido pelo técnico Lula, que era consagrado por ser multi-campeão com o mesmo Santos, mas que não demosntrava o mesmo pensamento. Lula declarou a mesma revista: "Realmente tem coisas que o dinheiro não compra (referindo-se ao reconhecimento do Sr. Wigand e dos torcedores a sua chegada como técnico). Eu não sairia agora do Santo André por nada desse mundo."


Djalma Duarte também foi formado na base do Santos. Adotou o segundo nome para se diferenciar de Djalma Dias, pai de Djalminha, que na época atuava pelo time santista. Atacante de toque refinado, demosntrava uma certa tristeza em não ter tido chances de jogar no time da baixada santista. Em entrevista ao Diário do Grande ABC destacava que tanto ele quanto Pitico ou mesmo Murias tinham qualidade suficiente para crescer no time do Santos.

Teve sua carreira abreviada aos 26 anos, após uma contusão no menisco que fez com que ele tivesse a  necessidade da realização de várias cirurgias seguidas.

Mas o maior destaque desse time de 1972 comandado por Chico Formiga foi Pitico. O mesmo jogador do time do Santos, que Pepe se refere em suas histórias deliciosas sobre o volante Santista. Pitico também foi formado pela base Santista, revelado em 1967.
A passagem de Pitico pelo Santo André Futebol Clube foi motivo de destaque para o futebol Andreense. Suas atuações eram sempre destacadas pelo Diário do Grande ABC e seu futebol era apresentado como referência aos mais jovens.

Uma vez, conversando com Tulica, que nessa época era jogador da base andreense, Pitico contou que nas excursões do Santos para a Europa o time levava uma garrafa de conhaque, para "esquentar" o pessoal do banco. Mas era para tomar apenas um gole.

Pois o preparador físico do Santos deixou a garrafa ao lado do Pitico. Ele estava com muito frio e pediu para tomar um gole. Tomou um, depois outro, depois outro... O jogo estava "pegado" então o Pepe (técnico do santos) deciciu preservar o Clodoaldo e chamou Pitico para entrar no time...

"- Não vai dar não, seu Pepe!" respodeu o volante ao lado da garrafa vazia... 

Essa turma boa que levou o Santo André FC a fazer uma boa campanha nesse ano se desfez no ano seguinte, com Pitico e Murias sendo emprestados ao América-SP enquanto que Djalma Duarte ia para a Briosa, em Santos.

Marcelo Alves Bellotti

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Exemplo de Cartola

O Santo André Futebol Clube nasceu da vontade popular, da idéia de que a cidade necessitava de um time profissional que a representasse no cenário esportivo.

Esse desejo foi manifestado na voz de um homem. Senhor Wigand Rodrigues dos Santos, então presidente da Liga Andreense de Futebol Amador.

O dirigente sabia que o sucesso do clube dependia mais do que o simples desempenho do time, mas também do apoio político da prefeitura, razão pela qual sempre costurava um apoio com os prefeitos da época.

Em 1971 o Santo André Futebol Clube preparava-se para o seu retorno ao Campeonato Paulista, após se retirar para a construção do Estádio Municipal, fato que levaria o time a pleitear uma participação na primeira divisão (segundo nível) do futebol de São Paulo.

O regulamento determinava como critério de participação, limites mínimos para capacidade do estádio para acatar uma inscrição de um time profissional.

A primeira participação do Santo André Futebol Clube no profissionalismo foi bastante conturbada. 

Os jogos da Segunda Divisão (Terceiro Nível) disputados em 1969 contaram vários casos de agressão, seja ao atleta como contra o Juiz, o que levaram os "cartolas andreenses" a afirmarem que o time Andreense não poderia participar de campeonatos onde haveria risco a integridade física do jogador.

A FPF divulgou uma relação dos participantes do Campeonato Paulista onde o nome do Santo André FC não estava incluso. Revoltado, o Sr. Wigand decretou:

"Aposto minha casa contra um cacho de bananas como o Santo André FC vai disputar a Primeira Divisão de Profissionais". Sr. Wigand sabia que o time Andreense estava enquadrado no regulamento e que não corria risco de não participar da Primeirona.

Ainda sobre a cidade, o dirigente declarou: "Nosso nível populacional supera em muito que a Lei prevê." Sempre apaixonado pelo clube e pela cidade, Wigand disse ainda "Vamos entrar no campeonato não como meros participantes, mas sim para ganhar. Formamos um elenco de jogadores de elevado gabarito técnico e de muita moral. A maioria desses rapazes é de nível universitário e são chefes de família. Estão todos cônscios de sua responsabilidade. Nossa camisa não será toalha para limpar as mãos. Queremos vencer porque representamos uma grande cidade e hoje em dia não há lugar para fracos, indecisos e pulsilamines. Entramos nessa luta com um único objetivo: ganhar acesso para a Divisão Especial" (primeiro nível).

Declarações fortes de um homem de coragem e, sobretudo apaixonado pela cidade e que soube ter atitudes para que o time não acabasse. E a crise financeira nessa época era muito grande e fazia com que a cada final de temporada, a grande discussão na cidade fosse com relação à continuação do time.

Wigand Rodrigues dos Santos foi mais do que um mero presidente do Santo André Futebol Clube. Se hoje Santo André uma história de títulos como a Copa Paulista, Copa São Paulo de Futebol Junior e a Copa do Brasil, o clube deve muito a esse senhor. Exemplo de cartola levou sempre a campo o Orgulho de ser Andreense.

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 27 de maio de 2012

Santo Andre FC derrota Santos em partida revanche


Estávamos no ano de 1971, ano em que o Esporte Clube Santo André ressurgia após dois anos afastados das competições oficiais e apenas fazia amistosos.

A equipe começou o ano treinada pelo técnico Pacau, porém no jogo específico contra o Santos, o técnico do Santo André foi nada menos que Lula, o eterno técnico campeão no próprio Santos.

De Lula no Santos se contam muitas histórias. A primeira é que ele chamava a equipe no vestiário e "jogava as camisas para cima". Os que conseguissem pegar as camisetas jogavam. Outra lenda envolvendo o seu nome é de que Lula dormia em campo quando o Santos jogava.


Pelé contava também que o Santo que protegia o Lula sempre permanecia invicto, pois quando o time perdia, a culpa era sempre do time e quando ganhava, era do Santo.

Para essa partida, o Santos viria capitaneado por Carlos Alberto Torres, que jogaria na zaga, pois estava voltando de uma intervenção cirúrgica.

O amistoso foi marcado para o dia 15 de novembro no estádio Américo Guazzelli, mesmo palco primeiro jogo da história do Santo André, contra o mesmo Santos três anos antes.

O jogo foi equilibrado e no final marcado com dramaticidade. O Santos marcou primeiro, Cruzamento de Ferreira e gol de Adilson.


Aos poucos o Santo André foi equilibrando o jogo até que aos 30 minutos Pererinha lançou Ademir que driblou o seu marcador e da entrada da área grande soltou a bomba. Era o empate do Santo André.

No começo da segunda etapa, Ulisses recebeu um belo passe de Elias e chutou no canto do goleiro Edward, do Santos. Era o gol da virada. Após o gol da vantagem ramalhina, o time se retraiu e só não tomou o gol de empate graças à grande atuação do goleiro Carlos, além da sorte de duas bolas arremessadas contra as traves Andreenses.

A pressão do Santos aumentou a partir dos 30 minutos após a expulsão de Elias no time do Ramalhão, que segurou o resultado à base de muita catimba e garantiu mais uma vitória do Santo André FC contra o Santos. O time andreense contou também com a invasão de um cachorro, que fez com que a partida fosse interrompida, esfriando o time da Vila Belmiro.


No final do jogo, mais uma vitória Andreense novamente pelo placar de 2 a 1 e de virada, que serviu para aproximar cada vez mais o time com o torcedor da sua cidade.

Santo André FC 2x1 Santos

Santo André: Carlos, Luizinho, Sebastião Lapola, Miltão e Murias; Pereirinha (Jonas), Elias e Maurinho; Ademir (Garcia), Ulisses e Gaspar.

Santos: Edward, Otávio (Roma), Carlos Alberto, Carioca e Nelci; Pitico e Djalma Duarte (Bargas); Jader, Fito, Adilson e Ferreira.

Marcelo Alves Belotti

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Primeiro Jogo treino. Nascia o Santo André


O ano é 1968, quando estava sendo preparado o anúncio oficial do clube da cidade de Santo André, que nascia para representar a cidade no profissionalismo de São Paulo.

O anúncio surgiria com pompa e circunstância, com a presença do então presidente da FPF, Dr. Mendonça Falcão, e de figuras ilustres, como o Dr. Brandão e Paulo Machado de Carvalho.

Apesar de tamanha badalação, o time empolgava a população andreense pela sua origem. A idéia nasceu da união dos clubes amadores de Santo André, que cederam o que tinham de melhor para a formação de um elenco profissional.

Para o comando técnico da equipe, foi contratado o experiente Manga, ex-goleiro do Santos na década de 50, que comandou a Portuguesa Santista no acesso em 1964 e com passagens por Ferroviária em 1966 e São Carlos Clube em 1966 e 1967.

Os treinamentos do caçula, como era conhecido o Santo André FC deram início no Estádio Julio Pignatari, o campo da Laminação. Os convocados da Liga Andreense procuravam mostrar serviço ao técnico Manga.

O primeiro jogo treino foi então comandado por Manga e teve a equipe Azul vitoriosa pelo placar de 5 a 0.

Estão a primeira vez que o Santo André treinou profissionalmente, a seguinte equipe entrou em campo: Carioca, Zé Roberto, Baltazar, Azeitona e Alberto; Cuca e Enir; Fioti, Mauro, Dirceu e Rodolfo.
Ao final do primeiro jogo treino houve um ligeiro mal estar pela presença do técnico Vitor e de dirigentes do Saad, que vieram ao local observar os atletas andreenses. A atitude foi considerada inoportuna e causou descontentamento aos dirigentes ramalhinos.

Já se falava no primeiro jogo oficial e a data escolhida foi a de 8 de abril, aniversário da cidade. Os Andreenses comemorariam o aniversário da cidade apresentando a São Paulo o seu mais novo integrante no profissionalismo.

A partida seria contra um time tradicional Paulista (Corinthians, Santos, São Paulo, Palmeiras ou Portuguesa de Desportos).

O palco escolhido para os jogos do Caçula era o Estádio Américo Guazzelli, campo do tradicional Corinthians de Santo André.

Assim nascia o Santo André Futebol Clube.

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 24 de março de 2012

Fernandinho... o Volante

Seu nome é Fernando Luiz Campanholi. Nascido em 03/05/1951 em Marilia-SP foi talvez o melhor volante que já vestiu a camisa do Santo André futebol Clube. Reside em Santo André, onde é professor de Educação Física. Foi campeão Paulista pelo Ramalhão em 1975 e 1981. Compôs o magnífico time vice-campeão de 1979, conhecido como os baixinhos frenéticos, ao lado de Arnaldinho, Bona, Da Silva e Rubens.

Em 2010 nos reunimos no bar do Mazinho e conversamos a respeito da sua passagem pelo Ramalhão:


1- Como foi que você veio para o Santo André?

Eu jogava no Parque da Mooca fazendo amistosos quando o Élcio e o Pedrinho me observaram, eu treinava no Juventus, aí eu vim passar à tarde com eles aqui e eles me convenceram a treinar no clube. Acabei ficando e jogando vários anos nesse clube. Quem me trouxe aqui foi o Pedrinho e o Élcio.

2- Em que ano?
Em 1974. Eu fiquei até 1981, acho que fui um dois jogadores que mais tempo ficou no clube, mesmo saindo e voltando. Fui ao XV de Piracicaba, voltei, depois fui pro Velo (Velo Clube, de Rio Claro) e voltei, joguei no Marília, fui campeão quando não tinha acesso, como em 1975, depois o Wigand conseguiu reunir os clubes e fazer a Lei do Acesso, depois subi com o time em 1981. Foi muito legal a minha passagem aqui pelo clube.

3- Você foi o único jogador que ganhou os dois títulos jogando, em 1975 e 1981?
Sim como jogador sim. Naquela época, em 1981 o Aurélio Loureiro Bastos era auxiliar e o Sebastião Lapola era o treinador. Mas o Aurélio já havia sido meu treinador, em 1975. Aliás, ele também foi o meu padrinho de casamento, era um senhor que era mais que um técnico, era um pai pra gente, era um amor de pessoa.

Marcelo Alves Bellotti

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

História - Inauguração do Estádio Municipal



A história conta que o Estádio Municipal, depois batizado de Bruno José Daniel, foi inaugurado em uma partida que envolveu Santo André e Palmeiras. A situação do Santo André Futebol Clube não era boa, pois a equipe no começo do ano se recusou a disputar a segunda divisão (Terceiro Nível) do Campeonato Paulista.

Com a construção do Estádio Municipal, a esperança era disputar a primeira divisão (Segundo Nível). Porém questões políticas e a demora para a construção fizeram com que o time Andreense não participasse de competições oficiais em 1969.

Para piorar a situação, a diretoria do time Andreense em meados de junho, decidiram liberar todos os seus atletas profissionais exceto Carioca, Nilton Cite, Alberto e Roney, que foram revelados pelo futebol amador da cidade.

Com uma equipe formada praticamente por amadores, no dia 14 de dezembro de 1.969, o Santo André encarou o Palmeiras, então campeão do torneio Roberto Gomes Pedrosa, que jogou com as ausências dos jogadores que representavam São Paulo no campeonato de seleções.

O jogo foi tranqüilo para o Palmeiras e o resultado acabou 4 a 0 para o time da capital. Enir chegou a declarar que na época os jogadores não tinham experiência necessária para o jogo, estavam extremamente nervosos e acabaram se transformando em presas fáceis para o time alviverde. A partida teve a arbitragem de Dulcidio Vanderley Boschilla e teve uma arrecadação de Ncr$13.185, com um público pagante de 3.034 pessoas.

O Diário do Grande ABC destacava: "Saliente-se que o estádio estava literalmente tomado, o que equivale dizer que muitos "penetras" conseguiram adentrar graciosamente!"

A festa de inauguração do Estádio Municipal, que a partir de 10 de outubro de 1.973 passou a se chamar Bruno José Daniel, foi jogada por:
Palmeiras: Chicão (Bernardino); Neves (Robertinho), Luís Pereira, Giba e Dé (Wilsinho); Zé Carlos e Alfredo (Pedrinho); Copeu (Cassiano), Cabralzinho (China), Vágner (Nei) e Marco Antonio (Pasternack).

Santo André: Clóvis; Luisinho, Juba (Jandaia), Cite e Shell (Alberto); Moacir (Mário) e Enir, Roney, Sapito e Stefano (Marco Antonio).

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Santo André FC x Minister - Jogo Inacabado

São várias histórias que marcam a trajetória do Santo André Futebol Clube. Uma delas foi descrita para mim em março de 2010, em um sábado em que estive em companhia de várias personalidades do futebol andreense. Conversamos durante quase três horas na sede do bar do Mazinho com o sr. Wigand, que foi presidente da Liga Andreense de futebol, fundador do Santo André Futebol Clube e quem mais lutou para que esse clube não acabasse.

Também conversamos com o Anísio e com o Enir. Anísio Zornetta jogou no Santo André FC entre 1968/1969, Participou do primeiro amistoso não oficial do Santo André (Santo André 3X1 Saad, 13/03/1968), da primeira partida oficial (Santo André 2X1 Santos, 08/04/1968), do primeiro amistoso internacional (Santo André 1x0 Seleção do Congo, 01/05/1968), entre outras.

Enir Ghirelli foi um dos primeiros jogadores do Santo André, estando presente no primeiro treino da equipe, em 14/01/1968. Foi autor do primeiro gol da história do Santo André, no dia 08/04/1968 no Estádio Américo Guazzelli, ao 31 minutos do 1º tempo, em um amistoso contra o Santos-SP. A partida terminou com o placar de 2X1 para o Santo André. Jogou também a partida inaugural do Estádio Bruno José Daniel (Santo André 0X4 Palmeiras, 14/12/1969).

Enir é uma pessoa extremamente divertida e conta histórias fantásticas sobre essa época. Na nossa pesquisa houve um jogo inacabado contra o Minister, de Santo Amaro. Perguntamos a ele o que aconteceu nessa partida, pois o árbitro terminou o jogo por falta de condições de segurança após expulsar quatro jogadores do Minister. A versão do Enir foi a seguinte:

- "Nós combinamos que iaos fazer o gol e depois íamos só bater. Aí acontece que teve um entevero na área deles, tinha um central que tinha batido muito no Nilo, que era nosso centroavante, ele pisou no joanete do Gaúcho. O Gaúcho ja tava "no veneno" e aí começou. Começou mais eles correram já... e se enfiaram pelo túnel do Corinthinha e não voltaram mais... abandonaram o campo.


-"Se o juiz tivesse que expulsar alguém seria o Gaucho, nosso quarto zagueiro. Ele saiu batendo em todo mundo. O Manga tentou segurar ele, ele "sentou" a mão no Manga, e os caras se enfiaram para dentro do vestiário e não retornaram, e o juiz acabou o jogo... foi abandono. O jogo tinha trinta minutos do primeiro tempo. Acho que o juiz pra não prejudicar o Santo André escreveu que expulsou quatro jogadores do time deles. Mas os caras não voltaram."

O jogo terminou 0 a 0 e o árbitro citado pelo Enir foi Hermínio Aggio, que terminou o jogo alegando falta de garantias. Segundo a súmula, ele expulsou de campo os atletas Naco, Wilson, Esquindô, Roberto e Múcio, todos do Minister.

O Santo Adré jogou com Dorival, Zé Roberto, Edson, Gaucho e Sorocaba; Mario e Enir; Joaquim, Dirceu, Nilo e Luiz Carlos.  

O Minister: Julio, Naco, Mucio, Roberto e Vanderlei; Esquindô e Wilson; Costeleta, Flavio, Raul e Hilário.

Marcelo Alves Bellotti